quarta-feira, 12 de fevereiro de 2014


As palavras secam 
na minha boca
quando proferidas

E tu não vens

O meu corpo perde o nexo
no compasso do silêncio
sufoca a memória do teu sexo
as mãos são como feridas

E tu não vens

A minha alma a ter vagar
- tempo a dilacerar -
A minha boca fechada 
no corpo hirto que esconde 
a dor de te amar

E tu não vens

Rasgam-se os olhos
fendido está meu corpo
meu coração morto
é este rio a desaguar em si sozinho
metro a metro morto a morto
num mar que é um horto
Cada olhar é um ano
a boca a estalar que 
Te amo

E tu não vens...

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