O grito
Escarneço perante a robustez da convicta mediocridade
Esmoreço perante a sua magnânima imobilidade
E perante o embate permanente
no aflito correr do sangue
Grito
segunda-feira, 17 de fevereiro de 2014
quarta-feira, 12 de fevereiro de 2014
As palavras secam
na minha boca
quando proferidas
E tu não vens
O meu corpo perde o nexo
no compasso do silêncio
sufoca a memória do teu sexo
as mãos são como feridas
na minha boca
quando proferidas
E tu não vens
O meu corpo perde o nexo
no compasso do silêncio
sufoca a memória do teu sexo
as mãos são como feridas
E tu não vens
A minha alma a ter vagar
- tempo a dilacerar -
A minha boca fechada
no corpo hirto que esconde
a dor de te amar
E tu não vens
Rasgam-se os olhos
fendido está meu corpo
meu coração morto
é este rio a desaguar em si sozinho
metro a metro morto a morto
num mar que é um horto
Cada olhar é um ano
a boca a estalar que
Te amo
E tu não vens...
Subscrever:
Mensagens (Atom)